Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo   Museu Marítimo e Regional de Ilhavo

Museu Marítimo e Regional de Ilhavo

Breve História

Data dos anos 20 a ideia da criação deste museu, mas, só em 1932 é dado o primeiro passo com a inauguração de uma exposição subordinada ao tema "A semana de arte Ilhavense", destinada a testar a possibilidade de implantação da futura unidade museológica.

A 8 de Agosto de 1937 são abertas as portas do Museu Marítimo e Regional de Ílhavo, fruto do muito empenho e dedicação de Américo Teles e Rocha Madahil.  Quanto às actuais instalações do Museu, elas datam apenas de 1980. Em 1991 é dado um novo impulso ao Museu com duas importantes iniciativas: a Retrospectiva João Carlos e a Faina Maior. Em 1995 é aberta uma sala dedicada à Ria de Aveiro, a qual tem suscitado vivo interesse dos visitantes.

Neste Museu podem encontrar-se peças raras de prata e marfim, ex-votos, obras de Alberto Sousa, Cândido Teles, Fausto Sampaio, bem como a maior colecção de conchas do país, oferecida por Pierre Delpeut nos anos 60, e ainda uma outra colecção de algas, colhidas e tratadas por Américo Teles. O Museu possui também uma exposição de vidro e porcelanas preciosas da Vista Alegre.

A estrutura museológica contempla diversos espaços temáticos: a Sala Dóris, a Sala de Escala, a Salga, a Sala do Convés, o Convés da Popa, a Cozinha de Bordo, o Beliche e Rancho, simulando o interior dos antigos bacalhoeiros. Para além disso, há ainda as salas dos Ex-Votos, a da Ria e a da Salicultura.

A Sala Dóris, possui exemplares de pequenas embarcações, transportadas nos Bacalhoeiros, que eram utilizadas para a pesca do Bacalhau à linha: os Dóris. Aqui existe uma colecção de agulhas de marear e uma outra de zagaias (pedaços de chumbo em forma de peixe, nas quais estava encaixado um anzol), que serviam para a captura do bacalhau.

O bacalhau, depois de capturado,  passava por várias fases de preparação: o trote, a esvisceração, a decapitação e a escala. Esta última fase encontra-se representada na Sala de Escala, quando o escalador dá ao bacalhau a forma espalmada que lhe conhecemos.

Passa-se depois para a Salga, a última operação. Aqui está representada uma parte do porão dos Bacalhoeiros, onde o peixe é salgado.

Em seguida, surge a Sala do Convés, onde se vê uma cópia dos convés dos Bacalhoeiros, com os dóris arrumados, colecções de cavirões, espichas, macetes, muletas e repuxos, elucidativos do trabalho de panos e cabos realizados pelos marinheiros.

Também o Convés da Popa é aqui representado, através de uma réplica do Alboi da Câmara (para a iluminação do Câmara dos oficiais), do Mastro (que sustentava as velas e podia atingir até 26 metros de altura) e da Gaiuta (que abrigava o mecanismo do leme).

O museu contém ainda uma réplica da Cozinha de Bordo do navio Hortense e outra da divisão do Beliche e Rancho do lugre-patacho Gazela I. Possui também exemplares pictóricos de Ex-Votos: trata-se de oferendas colocadas nas igrejas em cumprimento de um voto ou promessa dos pescadores, na sua generalidade elucidativas de situações difíceis passadas pelos marinheiros no alto mar.

Passando ao primeiro andar do Museu, deparamos logo à entrada com a Colecção e Conchas e a de Algas. Seguindo o corredor, entramos na Sala da Ria em que está representada a Apanha do Moliço, uma Bateira Erveira de Canelas e a Salicultura. Aqui se encontram exemplares de proas de moliceiros e pormenores da sua peculiar decoração.

A Bateira Erveira era uma embarcação de trabalho para mudar gado, carrear ervas e estrume, transportar pessoal e apanhar moliço. Chegava também a deslocar-se à Feira dos Treze da Vista Alegre e a outros arraiais e festas.

A Salicultura é também aqui representada através de uma maquete das Salinas e dos instrumentos utilizados na actividade da extracção de sal.

O Museu Marítimo de Ilhavo constitui, assim, um testemunho vivo e aliciante da ligação das gentes de Ílhavo ao mar, aos barcos e à arte da pesca. Uma importante parcela do Museu representa a Faina Maior (a pesca do bacalhau à linha), e revela a importância social, económica e cultural desta actividade para a população de Ílhavo e para a região de Aveiro.

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